Para corregedor, operadores do direito e tecnologia precisam andar juntos

 

“ Aos poucos as mudanças tecnológicas estão alterando as rotinas de trabalho e de julgamento. Os processos judiciais em meio físico estão dando lugar aos processos eletrônicos virtuais. A inteligência artificial está sendo gradualmente aplicada aos processos eletrônicos; o teletrabalho dos servidores já foi regulamentado pelo CNJ e já é uma realidade em diversos órgãos do Poder Judiciário”.

O cenário atual da Justiça brasileira foi descrito pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, durante a abertura do VII Encontro Nacional de Juizes Estaduais (Enaje), que aconteceu na tarde desta quinta-feira (23), em Foz do Iguaçu (PR).

O evento é realizado a cada três anos pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e tem o objetivo de promover o aprimoramento do Poder Judiciário, contribuir para o aperfeiçoamento das ações institucionais e permitir o conhecimento sobre a evolução da magistratura nacional.

Trabalho criativo
Segundo Humberto Martins, mudanças radicais estão sendo vivenciadas em todas as áreas da sociedade, especialmente em decorrência das inovações tecnológicas. O Poder Judiciário, segundo ele, não poderia passar incólume a essas transformações, no entanto, para o corregedor, a qualificação daqueles que trabalham para Justiça continua imprescindível.

“As mudanças tecnológicas que estamos vivenciando não implicam, necessariamente, que os advogados e os magistrados serão substituídos por máquinas. O trabalho jurídico criativo ainda vai demandar a atuação de seres humanos, mesmo em longo prazo”, disse o corregedor.

Para Humberto Martins, a sociedade espera uma Justiça que acompanhe os passos dessa evolução, que utilize a tecnologia em favor do jurisdicionado e que busque o aperfeiçoamento constante, incentivando sempre o debate e a discussão entre aqueles que estão diretamente envolvidos com a missão constitucional de garantidores de direitos.

 

Foto destaque: Enaje

*Com informações do CNJ